Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

“FAMILIAFOBIA": Miss Califórnia perde a coroa por não ser favorável ao “casamento” homossexual

Na semana passada, conversando com meu amigo Roger Luís Vargas sobre o horror que representa para a cidade de São Paulo sediar na Avenida Paulista a tal “Parada homossexual” (vide post abaixo), ele contou-me um fato recente que me deixou assombrado.

Trata-se do caso de uma candidata a Miss Estados Unidos 2009. Embora fosse a que tinha mais chances de vencer, perdeu. Perdeu a coroa, simplesmente por dizer que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher.

Essa atitude, óbvia para nós que consideramos o homossexualismo um gravíssimo pecado que viola as Leis de Deus e a própria natureza, é odiada por defensores do pseudo-casamento homossexual, que pretendem impor uma verdadeira ditadura na qual devem ser varridos do mapa quem não pensar como eles.

Fanática discriminação de quem tanto fala contra a “discriminação”! Fanática intolerância de quem tanto fala em “tolerância”!Tais defensores do vício anti-natural são radicalmente intolerantes e querem obrigar a todos a achar normal o que é aberrante.

Exigem a aprovação da “lei da homofobia” — para punir quem tiver aversão ao homossexualismo —, entretanto estão carregados de fobia (aversão) à família. Instigam uma repugnância à família (familiafobia).

Portanto, poderíamos dizer que são “familiafóbicos”, têm repulsa à família bem constituída, ou seja, entre um homem e uma mulher, conforme estabelecido por Deus, que criou Adão e Eva, e não Adão e Evo.

Em vista do caso da jovem que sequer teve a liberdade de expressar sua opinião, pedi ao Roger Luís que escrevesse um artigo a respeito para ser publicado no “Blog da Família”. Ele prontamente atendeu ao meu pedido, e aqui o transcrevo.


Ainda que o preço seja a “coroa”...

Não tenho como meta analisar aqui o fato da realização de um concurso de beleza, que sabemos constituir um incentivo, como é natural, ao vício da sensualidade.Feita essa ressalva, pareceu-me interessante apresentar aos leitores dois episódios acontecidos em concursos de beleza nos Estados Unidos.

Eles revelam que, apesar do acentuado permissivismo e relativismo morais reinantes hoje em dia, mesmo em candidatas à “coroa” da beleza ainda podem residir resíduos da moralidade cristã.

Após ter vencido o concurso de Miss América de 1951, Yolande Betbeze (foto) recusou-se a posar de biquíni (quão diferente era a modéstia naquele tempo...). Como conseqüência, a companhia Catalina Swinwear retirou seu patrocínio de dita competição, e no ano seguinte deu-se início ao concurso de Miss Universo.

O tempo passou e 58 anos mais tarde, precisamente em 2009, ninguém imaginaria que o concurso de Miss Universo seria alvo de tanta controvérsia.

Deu-se ela na pré-seleção de âmbito nacional, na escolha da Miss Estados Unidos. Entre as candidatas escolhidas dos vários estados figurava Carrie Prejean, Miss Califórnia, considerada a principal favorita.

Sua situação, entretanto, mudou em face da contundente pergunta do jurado Perez Hilton, homossexual declarado: “Recentemente Vermont tornou-se o quarto estado a legalizar o ‘casamento homossexual’. Você acha que todos os estados deveriam imitá-lo? Por que sim ou por que não?”

Ela respondeu: “No meu estado, na minha família, creio que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Sem ofender a ninguém, mas eu fui assim criada e esta é a maneira que eu penso que deve ser: entre homem e mulher.”

Carrie Prejean não venceu o concurso, tendo sido derrotada pela Miss Carolina do Sul, Kristen Dalton.Porém o caso teve maior repercussão do que o esperado e, dentre os milhares de comentários e publicações, destaco a entrevista à rede de televisão americana NBC, na qual o apresentador Matt Lauer (foto) entrevistou Perez Hilton e Carrie Prejean. (foto)


Em tom irado, Perez — que já havia comentado em entrevista, após o término do concurso, que “se ela houvesse obtido o título eu subiria no palco e tiraria pessoalmente a sua coroa...” — lançou novamente imprecações contra a Miss Califórnia: “Ela deu a pior das respostas em toda a história da competição [...] e ela é uma estúpida! Uma #%&%!#&$%#!” [censurado].

Logo após, contrastando com a atitude de Perez, Carrie respondeu ao apresentador Matt Lauer: “Depois que respondi àquela pergunta, sabia que eu não venceria o concurso por causa da minha resposta. Porque falei seguindo meu coração, em favor daquilo que, creio, é de meu Deus!”

Matt Lauer:Se eu perguntasse – eu não o farei – imaginando que você tivesse uma segunda chance, e pela intensidade do desejo de obter o título, você responderia de modo diferente?”

Carrie:Não! Eu não responderia de maneira diferente”. E acrescentou: “Como disse Cláudia Jordan, [uma das juradas do concurso] que eu deveria estar mais no meio, eu não deveria ter dado uma resposta tão específica; entretanto, essa atitude contraria aquilo que defendo. Quando me perguntam uma questão específica, darei uma resposta específica. Não vou ficar no meio. Vou tomar um lado ou outro.”

Matt Lauer:Carrie, você chegou muito perto...”

Carrie:Sim, eu cheguei. E estou muito orgulhosa quanto à minha posição, e sei que há muita gente que também está orgulhosa em relação à minha atitude. Vencer não era o que Deus queria para mim naquela noite. [...] Não mudaria em nada. [...] Se fosse eleita Miss Estados Unidos, provavelmente não estaria aqui. [...] Não retiro o que disse. [...] Fui sincera comigo mesma, e agora eu compreendo que posso sair e dizer a pessoas jovens que se mantenham firmes naquilo que elas acreditam, e nunca façam concessões, para ninguém e para nada, mesmo que isso represente a perda da coroa de Miss USA”.

Diante de tais fatos, haveria muito que comentar. Atenho-me apenas a uma consideração, que considero fundamental: diante da intransigência absurda daqueles que propagam a agenda homossexual, a única atitude certa deve ser nossa inabalável rejeição à prática do homossexualismo, condenado pela Lei divina e pela Lei natural.

Por Roger Luís Vargas

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Sobre a Democracia, o Direito Natural e a Igualdade de Oportunidades





Por Klauber Cristofen Pires
19-Nov-2008

O Direito Natural filosoficamente estudado de uma forma sistemática tem como precursores os escolásticos espanhóis dos séculos XVI e XVII, com destaque para o padre jesuíta Juan de Mariana, que com sua mais importante obra, De monetae mutatione (Sobre a alteração do dinheiro), publicada em 1605, deduziu que o rei não pode exigir tributos sem o consentimento do povo, desde que são simplesmente uma apropriação de parte da riqueza dos indivíduos. Mariana teve no frade dominicano Francisco de Vitória a base epistemológica segundo a qual o Direito Natural é moralmente superior ao poder do estado. Vitória foi o fundador da tradição escolástica espanhola de denúncias contra a conquista e a escravidão dos índios pelos espanhóis no Novo Mundo. Também são nomes ilustres desta escola Diego de Covarrubias y Leyva, Luis Saravia de la Calle, Juan de Lugo, Jeronimo Castillo de Bovadilla, Luis de Molina e Martin Azpilcueta Navarro.



Sobre a Democracia, o Direito Naturale a Igualdade de Oportunidades Por Klauber Cristofen Pires

O famoso jurista Paulo Nader, em seu livro Introdução ao Estudo do Direito[i], tece uma interessante discussão sobre o Direito Natural, acerca do qual pareceu-me um disposto entusiasta. Sendo a doutrina dos liberais austríacos fundamentalmente alicerçada sobre princípios de Direito Natural, não pude deixar de acompanhar com interesse o pensamento do ilustre magistrado quanto à matéria.

No ambiente jurídico-acadêmico pátrio, não é de se desprezar qualquer linha deitada no papel que trate do Direito Natural, haja vista a sólida tradição positivista que ainda goza de uma ampla hegemonia. Não obstante o insigne mestre mencionar que a ortodoxia kelseniana começa a mostrar sinais de cansaço no meio doutrinal, o Direito Natural ainda é apresentado de uma forma um tanto incipiente, de forma que não seria exagero admitir que entre os caboclos ainda se o conceba de forma não mais que intuitiva, seja recorrendo à sua concepção divina ou ainda, panteisticamente, a uma alegada natureza do homem.

Entretanto, atribuir alguma origem às coisas não é o mesmo que explicá-las. Qualquer conhecimento que seja pode ter origem divina, desde que assumamos que Deus existe e que tudo ao nosso redor funciona sob Seu decreto. O mesmo se dá quando afirmamos que qualquer conhecimento social tem origem no homem, uma vez que as relações humanas decorrem, obviamente, das ações por eles cometidas. O Universo existe, foi criado por Deus, mas o estudamos, para compreender as leis que regem o seu funcionamento. Para conduzirmos uma embarcação de um lugar a outro, não basta crermos em Deus, mas antes, precisamos descobrir o conhecimento necessário à segura navegação.

O Direito Natural filosoficamente estudado de uma forma sistemática tem como precursores os escolásticos espanhóis dos séculos XVI e XVII, com destaque para o padre jesuíta Juan de Mariana[ii], que com sua mais importante obra, De monetae mutatione (Sobre a alteração do dinheiro), publicada em 1605, deduziu que o rei não pode exigir tributos sem o consentimento do povo, desde que são simplesmente uma apropriação de parte da riqueza dos indivíduos. Mariana teve no frade dominicano Francisco de Vitória a base epistemológica segundo a qual o Direito Natural é moralmente superior ao poder do estado. Vitória foi o fundador da tradição escolástica espanhola de denúncias contra a conquista e a escravidão dos índios pelos espanhóis no Novo Mundo. Também são nomes ilustres desta escola Diego de Covarrubias y Leyva, Luis Saravia de la Calle, Juan de Lugo, Jeronimo Castillo de Bovadilla, Luis de Molina e Martin Azpilcueta Navarro.

Da tradição escolástica, a chama do Direito Natural tem sido mantida acesa com os franceses Cantillon, De Say e Turgot, com o polonês Carl Menger, o tcheco Eugen von Böhn-Bawerk, o austríaco Friedich Wieser e veio a brilhar com esplendor pelo pensamento do judeu-austríaco Ludwig von Mises. Na era contemporânea, abundam nomes tais como Friedich Hayek, Murray Rothbard, Hans-Hermann Hoppe, Llewellyn H. Rockwell Jr. e outros tantos.

Com tanta profusão literária, e justamente proveniente da tradição continental européia, é de se estranhar que nenhum destes ilustres sábios conste nem sequer como nota de rodapé nos compêndios acadêmicos da área jurídica. Certo é que houve uma gradativa evolução do Direito Natural para a Economia, tendo esta por sua vez evoluído, pelas mãos de Mises, para a Praxeologia, por meio de sua magistral obra “Ação Humana[iii]”. Nada de se estranhar, porém, eis que a Economia e o Direito, para os “austríacos”, são ciências afins, de modo que Direito Natural tem a informar a ambos pelos mesmos raciocínios.

Atribuir, portanto, ao Direito Natural a sua prevalência sobre o Direito Positivo por ter origem divina ou decorrente da natureza humana, conquanto verdadeiro isto possa ser, pode antes mistificar do que explicar, e pior, pode abrir as portas para a inserção de postulações que se pretendam naturais sem o devidamente ser. O Direito Natural não é oque andam a chamar de “Direito achado nas ruas...”.

Outro enfoque do jurisconsulto apresenta-se como uma proposta de solução intermediária entre este incipiente e abstrato Direito Natural e o Direito Positivo. Neste aspecto, o mestre defende a Concepção Humanista do Direito, a qual, pretendendo conciliar os valores justiça (Direito Natural) e Segurança Jurídica (Direito Positivo), sustenta que o Direito deve proteger o direito à vida, à liberdade e à igualdade de oportunidades. Mais uma vez, o insigne professor não deixa de chamar a atenção, dado que o tripé dos austríacos é formado pelos conceitos de proteção à vida, à liberdade e à propriedade.

Afinal, o que teria a nos informar o Direito Natural, isto, é, tal como o concebido pela tradição escolástica e atualmente a base dos liberais “austríacos”? Encontrar-se-ia a justiça na defesa da igualdade de oportunidades ou na defesa do direito à propriedade?

Quem aqui nos responde com indubitável clareza é o filósofo Hans-Hermann Hoppe, por meio do seu livro “Uma Teoria sobre o Socialismo e o Capitalismo[iv]” a nos ensinar que a sociedade pautada pela busca desenfreada da igualdade de oportunidades é sim, uma sociedade que adota uma das piores e mais perversas formas de socialismo: “Como conseqüência, terá lugar um grau jamais visto de politização. Qualquer coisa parece propícia agora, e tanto produtores quanto não-produtores, os primeiros por motivos defensivos e os segundos por propósitos agressivos, serão orientados a gastar mais e mais tempo no papel de levantar, destruir e contestar demandas distributivas”. O fato é que, segundo o professor alemão, a sociedade começará a gravitar em torno de grupos de pressão política, sendo que, a cada conquista de um deles, surgirá o pretexto para os demais reivindicarem a correção do alegado desequilíbrio decorrente, num processo crescente e interminável.

No site da International Society for Individual Liberty[v], jaz disponível, em português, uma brilhante animação, em que se declaram os valores vida, liberdade e propriedade como indissociáveis e aprioristicamente fundamentais. Segue a exposição: “perder a liberdade é perder o presente; perder a vida é perder o futuro; e perder o produto de sua vida e liberdade (a propriedade) é perder o seu passado”.

Do exposto, não temos dúvida que a idéia de uma sociedade que tem como fundamento de justiça a igualdade de oportunidades tende a não ter justiça nenhuma, e do ponto de vista econômico, vir a sofrer um relativo ou até mesmo absoluto empobrecimento.

Temos, todavia, que possivelmente o sábio e experiente jurisconsulto refira-se, quando cita a igualdade de oportunidades, a deveres mínimos que a Nação deve constitucionalmente aos seus cidadãos, entre os quais o direito a uma educação de qualidade que possibilite aos mais pobres condições mínimas de se erguerem na vida.

De um ponto de vista conservador, tal defesa é louvável em um país onde os estudantes, não raro, chegam ao ensino superior com graves deficiências cognitivas, embora sob o ponto de vista liberal a melhor solução ainda seria a privatização – e desregulamentação - total do ensino. Mal e mal, grandes nações livres se formaram graças a políticas públicas massivas neste sentido.



[i] NADER, Paulo, Introdução ao Estudo do Direito, Rio de Janeiro, Forense, 2008. 30ª ed.

[ii] DE SOTO, Jesus Huerta, Juan de Mariana:the influence of the spanish scholastics, Site do Institutto Ludwig von Mises, com acesso em http://mises.org/resources/3238 em 18/11/2008.

[iii] MISES, Ludwig von Mises, Ação Humana, Rio de Janeiro, Instituto Liberal, 1990, 3ª ed.

[iv] HOPPE, Hans-Hermann, Uma Teoria sobre o Socialismo e o Capitalismo, tradução de Klauber Cristofen Pires, disponível para download em http://libertatum.blogspot.com .

[v] International Society for Individual Liberty - http://www.isil.org/resources/introduction-portuguese.html, em 18/11/2008.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

A Liberdade de Fumar, Segundo o Direito de Propriedade

Não é porque eu pago - e à força - um plano de saúde vagabundo e corrupto que dá ao direito ao estado de este me dizer o que devo comer, beber, vestir, ler, fumar ou exercer qualquer outra ação.

Detesto cigarro; aliás, melhor dizer que ele me detesta! Basta alguém começar a fumar perto de mim, e meu nariz entope e começa a escorrer, meus olhos se avermelham e minha garganta coça. Dos pouquíssimos pontos em que discordo do professor Olavo de Carvalho, aí está o principal: pra mim, pelo menos, cigarro faz mal, e este é um dado de tal maneira objetivo, que dispenso qualquer médico que me diga.

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Domingo, 12 de Abril de 2009

Buquê de Rosários pela Missa Tridentina





Estamos apoiando a campanha pela implantação da Missa Tridentina no maior número possível de paróquias no Brasil.

Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Entrega do Prêmio CARDEAL VON GALEN, ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho

CONVITE

Front Royal, Virginia (EUA): O Presidente da HUMAN LIFE INTERNATIONAL, Rev. Thomas J. Euteneuer, tem a honra de convidar as autoridades civis do estado de Pernambuco, bem como todos os Exmos. E Revdmos. Bispos do Brasil e o povo para a entrega do Prêmio CARDEAL VON GALEN, ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, em reconhecimento pela sua atitude heróica em defesa da vida.

Dia: 16 de abril de 2009.

Horário: 20:00 horas

Local: Auditório do Colégio Damas,

situado à Av. Rui Barbosa, nº 1426 Aflitos, Recife/PE.

Human Life International tem a honra de conceder a Dom José Cardoso Sobrinho, Arcebispo de Olinda e Recife, o Prêmio Cardeal Von Galen em reconhecimento por sua atitude heróica no cumprimento do ministério episcopal, ao enfrentar o desagrado de tantos que promovem a cultura da morte.

Agindo em nome das associações católicas pró-vida em mais de 80 países do mundo, Human Life International concede o Prêmio Cardeal Von Galen a personalidades – especialmente Prelados – que se destacam na defesa da sacralidade da vida conforme os ensinamentos católicos verdadeiros.


O Prêmio leva o nome do Bem-Aventurado Clemens August von Galen (1878-1946), o qual foi bispo de Münster (Alemanha) durante a era nazista. Levantou sua voz em defesa dos pobres e dos doentes, protestando contra a eutanásia, a perseguição dos judeus e a expulsão dos religiosos.

Por causa de sua coragem, ficou conhecido como o “Leão de Münster”. O lema que escolheu quando foi eleito bispo foi “Nem elogios nem ameaças [me distanciarão de Deus]. E verdadeiramente viveu conforme o seu lema.

O cardeal Von Galen demonstrou coragem ao enfrentar os nazistas, desvelando a verdade sobre a ideologia do nazismo, defendendo a liberdade da Igreja e das associações católicas, bem como a educação religiosa. Acusou abertamente o nazismo de discriminação contra os cristãos, os quais eram encarcerados e assassinados. Condenou outros abusos do governo totalitário, lutou pelo direito à vida e denunciou de modo veemente o massacre das pessoas deficientes físicas e mentais consideradas “inúteis”.

Dom José Cardoso Sobrinho se destacou pelo empenho com que lutou pelos dois gêmeos nascituros daquela pobre menina grávida de apenas 9 anos de idade, em face de tanto negativismo, tanto dentro como fora da Igreja.

Mons. Ignacio Barreiro-Carámbula, JD, STD, chefe do bureau da Human Life International em Roma, viajará para a arquidiocese de Olinda e Recife, em nome do Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International a fim de entregar pessoalmente a Dom José o Prêmio Cardeal Von Galen.

Na qualidade de Diretor de Programações para os países de língua portuguesa para o Human Life International, terei a honra de acompanhar o Monsenhor Barreiro-Carámbula em sua viagem a Recife.

Como porta-voz do maior movimento pro-vida católico do mundo nesta ocasião, estarei à disposição da mídia e de outros interessados para fornecer quaisquer informações e/ou comentários a respeito da iniciativa.

Nosso maior desejo é o de publicamente apoiár a Dom José neste momento de grande dificuldade. A Santa Igreja precisa de pastores verdadeiros, que saibam dizer que “é justo obedecer a Deus antes que aos homens, pois não podem deixar de falar do que viram e ouviram” (Atos 4:19-20).

O Prêmio já foi concedido a outros prelados que se destacaram em iniciativas em defesa da vida e da moral católica, como o Cardeal Lopez Trujillo, o Cardeal Tumi de Benin, Dom Antonio Arregui, arcebispo de Guayaquil e presidente da Conferência Episcopal Equatoriana, e vários outros aqui na América do Norte.

Em última análise, através de Dom José serão homenageados e prestigiados todos aqueles que no Brasil se empenham na defesa do Evangelho da Vida.

Atenciosamente, pelo Evangelho da Vida,

Raymond de Souza

www.RaymonddeSouza,.com

www.Vida-Humana.org

www.hli.org

P.S.: Jornalistas e outros interessados no evento podem entrar em contato comigo pelo telefone 1-570-7885400 aqui nos Estados Unidos ou email Raymond@vida-Humana.org . Durante minha estadia no Brasil podem entrar em contato comigo através do secretariado da Arquidiocese de Olinda e Recife, telefone 0 81 3231-6348.

http://www...saintgabriel.com.au/SGC_EWTN.htm

http://www.youtube.com/watch?v=de9mI6U26rE

http://www.saintgabriel.com.au/trueGod.htm

http://www.saintgabriel.com.au/g.o.e.clip.htm

http://www.youtube.com/watch?v=rJNI3n3g150&eurl=http://vida-humana.org/

http://www.youtube.com/watch?v=cH4Pn_TXIt0&eurl=http://vida-humana.org/

HUMAN LIFE INTERNATIONAL

4 Family Life Lane . Front Royal, VA 22630 EUA Tel. 1.540.635.7884

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

OBAMA IS A COMMUNIST! OBAMA É COMUNISTA

Recomendo a leitura do blog do Aluizio Amorim.

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Cruz escarnecida e reverenciada

Cruz escarnecida e reverenciada


Uma história da festa da Exaltação

Por Elizabeth Lev*
*Elizabeth Lev é professora de História da Arte em Roma

ROMA, segunda-feira, 22 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Quantas coisas podem mudar em duas décadas! Após anos de ações legais demandando que os crucifixos sejam retirados dos lugares públicos e de banalização da cruz como um acessório de adorno ou arte corporal, não é de estranhar que a festa da Exaltação da Cruz deixe muita gente perplexa.

A história da verdadeira cruz é longa e complicada: começa com um rebento de árvore da graça no Éden, passa através da ponte do Rei Salomão para Jerusalém, até a seleção desse antigo madeiro para a crucifixão de Cristo.

A tradição considera que após a crucifixão a cruz foi escondida.

A cruz de Cristo foi descoberta por Santa Helena, a mãe de Constantino, que fez uma peregrinação a Jerusalém em 326, aos 80 anos. Seu espírito indomável, assim como suas extraordinárias aventuras, tomam sua mais encantadora forma literária no livrinho de Evelyn Waugh, «HHelena».

Parte da cruz permaneceu em Jerusalém, na Igreja do Santo Sepulcro, que foi dedicada em 14 de setembro de 335. Esta data se converteria na festa da Exaltação.

Parece ser que a relíquia viajou pelo mundo inteiro. Foram enviados fragmentos às novas igrejas de Constantino em Constantinopla, enquanto outros pedaços ficaram na Igreja da Santa Cruz de Roma, construída por Santa Helena em sua própria terra.

A devoção à cruz se estendeu tão rapidamente que, antes do final do século IV, escreveu-se o hino «Flecte genu lignumque Crucis venerabile adora» e São João Crisóstomo nos diz que os fragmentos da cruz eram venerados no mundo inteiro.

Contudo, curiosamente, a Exaltação da Cruz não só celebra o redescobrimento da verdadeira cruz; também comemora um evento em um dos momentos mais turbulentos da história cristã.

Em 615, às vésperas do surgimento do Islã, o exército persa avançava por todo o Mediterrâneo. O rei Cosroes da Pérsia, ainda que tenha deixado o sepulcro de Cristo intacto, levou o fragmento da cruz que Santa Helena havia deixado lá.

Constituindo-se em um deus, o rei Cosroes construiu um trono em uma alta torre e se sentou nele com a cruz à sua direita, denominando-se como «o pai».

O imperador bizantino Heráclio desafiou Cosroes a um combate para recuperar a cruz. Vitorioso, Heráclio devolveu o preciso relicário a Jerusalém. Havia pensado fazer entrar o relicário na cidade pela mesma porta pela qual Cristo entrou antes de sua crucificação, mas uma demolição bloqueou sua passagem.

Dado que Cristo havia passado através dessa porta humildemente sobre um burro antes de ser morto, Heráclio tirou a coroa, jóias e sapatos, e vestido apenas com a túnica, carregou o relicário nos ombros. Em 14 de setembro de 630, a cruz foi restituída a Jerusalém como exemplo de humildade para todo o povo.

Esta história épica capturou a imaginação de numerosos artistas, especialmente no Renascimento, quando a arte se dedicou a narrar os grandes eventos históricos.

Antoniazzo Romano descobriu o acontecimento com as cores brilhantes de um manuscrito iluminado na abside da Igreja da Santa Cruz, enquanto Piero della Francesca, trabalhando na mais afastada cidade de Arezzo, de 1452 a 1463, transmitiu a majestade desta história em um dos ciclos de frescos mais importantes do século XV.

Na basílica de São Francisco, Piero conta a história com simplicidade e com um mínimo de detalhes decorativos, mas com potente monumentalidade. Em uma das primeiras cenas noturnas da arte italiana, «O Senhor de Constantino», o imperador dorme em sua barraca e sonha com a cruz na véspera da Batalha da Ponte Mílvio. Um impressionante anjo irrompe na cena enquanto a luz embutida do pintor representa o milagre da conversão de Constantino.

A «Exaltação da Cruz» de Piero della Francesca, apesar da perda da figura de Heráclio, expressa a paz, a calma a ordem que a restituição da cruz trouxe, uma mensagem oportuna neste tempo de guerras contínuas.

Estas imagens refletem a dignidade dada à cruz por artistas, cidadãos e governantes.

Com o passar dos anos, a cruz foi atacada por muitos. Voltaire ensinou o mundo a ridicularizar a cruz quando, em «O Dicionário Filosófico», escreveu na parte «Superstição»: «São aqueles pedaços da verdadeira cruz, que bastariam para construir uma nave de cem canhões, são as muitas relíquias reconhecidas como falsas, são os falsos milagres, assim como muitos monumentos de uma piedade iluminada?».

Para dar uma resposta à era científica, formou-se no século XVII um grupo de jesuítas da Bélgica, os Bolandistas. Estudaram as evidências que tinham a ver com os milagres, relíquias e vidas de santos. Citam um estudo que pesava e media todas as relíquias conhecidas e chegaram à conclusão de que os pedaços existentes não bastarim para fazer nem sequer uma só cruz.

Esta festa, com freqüência ignorada, serviu durante muito tempo para recordar à comunidade cristã que o significado de nossa redenção deveria ser levar a luz ao nosso mundo, vidas e corações de todos os tempos, e que deveríamos refleti-la com o mesmo valor, humildade e determinação que Jesus mostrou durante sua paixão.

No mundo de hoje, onde a cultura pop ri da cruz e os políticos a negam, esta festa impulsiona os cristãos a celebrarem o heróico sacrifício de Cristo e não a envergonhar-se dele.

As Viúvas de Stalin e a Crise Americana

As Viúvas de Stalin e a Crise Americana

Nota: Segundo esse artigo, no governo Carter (democratas) em 1977 foi criado decreto federal que obrigava os bancos a fazerem os empréstimos aos cidadãos sem capacidade de honrar suas dividas. Portanto embora o Obama insista em jogar a crise no colo dos republicanos, na realidade, a crise foi gerada pela interferência indevida do poder público, e mais pelos democratas do que pelos republicanos... A crise não constitui falência do capitalismo em si mas foi gerada pela interferência socialista indevida no mercado financeiro...

As Viúvas de Stalin e a Crise Americana
Análise escrita por Cezar Cauduro Roedel, em 08/10/2008.

Longe de ser uma "falha de mercado", o que estamos vivenciando é o resultado de uma política muito antiga de intervenção na economia. Enquanto alguns saem dizendo que o capitalismo falhou, não percebem que a falha veio do governo, de uma política redistributivista e socialista.

Não demorou para que as "Viúvas de Stalin" fossem propalando suas análises embusteiras sobre a "crise" do subprime americano. Com muita felicidade estampada no rosto davam gargalhadas e seus veredictos intelectualescos, comentando a derrocada do capitalismo, o fim do livre mercado, o modelo americano ruindo em suas próprias contradições...Portanto é necessário fazer alguns esclarecimentos sobre esta crise do mercado imobiliário, que de longe não é nada recente. A pergunta que devemos responder é a seguinte: Esta crise foi realmente gerada por uma "falha de mercado"? Segue o argumento:

1- A origem da crise está ligada com a criação das gigantes hipotecárias, Fannie Mae e Freddie Mac, que recentemente reberam grandes verbas do governo americano. A Fannie Mae foi criada em 1938 pelo governo de Franklin Delano Roosevelt, dentro dos objetivos da política do New Deal.

2- O New Deal previa o acesso de todos os cidadão americanos a casa própria. Mesmo àqueles sem capacidade creditícia, um plano de reestruturação com forte intervenção na economia. Assim, a gigante hipotecária forneceria liquidez ao mercado de hipotecas de alto risco, com a verba do contribuinte americano.

3- As gigantes hipotecárias são instituições paraestatais, não são eminentemente privadas, por isso não estão "a prova do mercado", no sentido puro da expressão.

4- O Governo americano sempre injetou muito dinheiro nestas instituições, que compram as hipotecas de alto risco do bancos americanos, dando assim, acesso aos cidadãos a sua casa própria.

5- Em uma situação de economia de mercado, os Bancos não cederiam empréstimos para pessoas com histórico creditício duvidoso. A economia de mercado prevê que só pode emprestar dinheiro para pessoa que pode honrar a dívida. Então porque os banqueiros cediam estes empréstimos? Veja abaixo:

6- Em 1977, então governo Carter, foi criado o decreto federal (Community Reivestment Act - Decreto de Reinvestimento Comunitário) que "obrigava" os bancos a fazerem os empréstimos aos cidadãos sem capacidade de honrar suas dividas com o aval das gigantes hipotecárias, a juros mais baixos, justamente para que todos tivessem acesso a casa própria. Os bancos que não se adaptassem as essas regras não poderiam fazer fusões, aquisições e novas linhas de negócio, até que provassem ao governo um certo número de empréstimos a estes "maus pagadores".

Longe de ser uma "falha de mercado", o que estamos vivenciando é o resultado de uma política muito antiga de intervenção na economia. Enquanto alguns saem dizendo que o capitalismo falhou, não percebem que a falha veio do governo, de uma política redistributivista e socialista.

(Fonte: http://www.if.org.br/analise.php)

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

O governo Lula e o combate à castidade


O governo Lula e o combate à castidade

A vida deve ser respeitada ainda antes da concepção. O respeito à vida deve começar pelo respeito à sexualidade, que é a fonte e a raiz da vida. A cultura da vida coincide com a cultura da castidade. O aborto é o fundo de um abismo que se inicia com o desregramento sexual.

No governo Lula, a causa pró-aborto — que ataca diretamente a vida humana — anda de mãos dadas com a causa pró-homossexualismo — que ataca frontalmente a virtude da castidade, sobre a qual se funda a família. Desde o início de 2003, o governo vem fazendo todo o possível, seja internamente, seja perante a comunidade internacional (ONU e OEA), para glorificar o homossexualismo e tratar como criminosos (“homofóbicos”) os que se opõem à conduta homossexual.

Ao mesmo tempo em que oferece aos pobres a chamada “bolsa-família”, o governo investe pesadamente em destruir os valores da família. Nas escolas, os alunos são convidados a escrever, às ocultas de seus pais, suas experiências sexuais na cartilha de pornografia chamada “O caderno das coisas importantes – confidencial”, uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação[1]. Segundo anúncio do Ministro José Gomes Temporão de 26/06/2008, as primeiras 400 máquinas de distribuição de preservativos estão para ser instaladas em escolas públicas participantes do programa “Saúde e Prevenção nas Escolas” [2].

Examinemos a seguir a cronologia da promoção do homossexualismo durante os dois períodos de governo do atual presidente:

Abril 2003 – A delegação do governo Lula apresenta à Comissão de Direitos Humanos da ONU uma proposta de resolução proibindo a discriminação com base na “orientação sexual”. A discussão é adiada, por decisão da maioria dos países.

7 e 8 dez. 2003 — O governo Lula, pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos Nilmário Miranda, lança o “Brasil sem Homofobia: Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB e de Promoção da Cidadania Homossexual[3].

30 mar. 2004 – O governo Lula, em um “recuo estratégico”, desiste de reapresentar na ONU a proposta apresentada em 2003.[4]

22 maio 2006 – O Partido dos Trabalhadores, em seu 13º Encontro Nacional, aprova as “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores (Eleição presidencial de 2006)”, contendo como propósito para o segundo mandato a “descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” (item 35).[5]

27 set. 2006 – Atendendo às propostas do 13º Encontro Nacional do PT, o presidente Lula inclui em seu programa de governo 2007- 2010 a legalização do aborto: “Criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação(Programa Setorial de Mulheres, p. 19).[6] À promoção do homossexualismo é dedicado um caderno de 14 páginas: “Lula presidente: construindo um Brasil sem homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010 . Sem o menor escrúpulo, o presidente se compromete a aprovar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo, estendendo aos casais homossexuais os mesmos direitos que os casais heterossexuais possuem. Inclusive o reconhecimento e proteção de suas famílias, garantindo o direito à adoção” (p. 13).[7]

28 nov. 2007 – O Presidente Lula assina um decreto[8] convocando a I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), sob os auspícios da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com o tema: “Direitos Humanos e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais”.

3 jun. 2008 – Em Medellín, Colômbia, a Assembléia-Geral da OEA, por iniciativa do Brasil, aprova a resolução “Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero” (AG/RES. 2435 (XXXVIII-O/08))[9].

5 jun. 2008 – Em Brasília, participando da abertura da I Conferência GLBT, o presidente Lula, segurando uma bandeira com o arco-íris, afirma que a oposição ao homossexualismo “talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano[10]. Essa conferência pró-homossexualismo “é a primeira do Brasil e do mundo realizada com apoio governamental”.[11]


Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

PLC 122/2008: podar ou extirpar?
(com o apoio do governo Lula e com a omissão dos cristãos,
uma nefanda lei “anti-homofobia” pode ser aprovada)

Suponhamos que alguém fizesse a proposta de uma lei em defesa dos fumantes. A injúria – que já é crime – seria um crime especial, com pena maior, se fosse cometida contra alguém em razão de ser fumante. O crime de constrangimento ilegal – por exemplo, impedir alguém de se locomover em um local público – teria uma pena agravada se o fosse praticado em razão do tabagismo da pessoa constrangida. A dispensa de um empregado sem justa causa – que não é crime – passaria a ser crime se o empregado fosse tabagista e se fosse dispensado em razão do fumo.

Certamente surgiriam objeções a essa proposta legislativa. Afinal – diriam – os direitos das pessoas, fumantes ou não, já estão elencados na Constituição Federal. O fumante, na qualidade de fumante, não tem direitos. O tabagismo é um vício que não pode acrescentar direito algum a alguém.

* * *

Está para ser apreciado no Senado Federal um projeto (PLC 122/2006) que pretende defender os que praticam atos de homossexualismo. A injúria – que já é crime – será um crime especial, punível com reclusão de 1 a 3 anos e multa, se cometida contra alguém em razão de seu comportamento homossexual (cf. art. 10). A dispensa de um empregado sem justa causa – que não é crime – passará a ser crime punível com 2 a 5 anos de reclusão se o empregado for homossexual e se for dispensado em razão de atos de homossexualismo (cf. art. 4º). A proibição de ingresso ou permanência de alguém em um estabelecimento aberto ao público será crime punível com 1 a 3 anos de reclusão se a pessoa impedida for homossexual e se a causa do impedimento for sua conduta homossexual (cf. art. 5º).

Que significa isso? Que além dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal a todas as pessoas, os praticantes do homossexualismo terão direitos em virtude do homossexualismo por eles praticado. O projeto pretende dar aos homossexuais direitos, não na qualidade de pessoa, mas na qualidade de homossexuais. Ora, o homossexualismo (entendido como prática da conjunção carnal entre pessoas do mesmo sexo) é um vício contra a natureza, que não pode acrescentar direito algum a alguém.

* * *

O PLC 122/2006, que recebeu parecer favorável da relatora Senadora Fátima Cleide (PT/RO), tem sido alvo de inúmeras críticas. Fala-se da perseguição que sofrerão aqueles que, comentando passagens bíblicas, condenarem o homossexualismo; da punição que sofrerá uma mãe de família ao dispensar a babá que cuida de suas crianças, após descobrir que ela é lésbica; da sanção penal que sofrerá o reitor de um seminário ao não admitir um candidato homossexual. Tudo isso é verdadeiro, mas não constitui o cerne da questão.

Fala-se também que as penas propostas para os novos crimes (chamados crimes de “homofobia”) serão enormes, o que também é verdade. Mas também isso não é o ponto central do problema.

O núcleo do PLC 122/2006 é que ele, pela primeira vez na história legislativa brasileira, pretende dar direitos ao vício. Em nosso país isso é inédito, embora já existam coisas semelhantes em leis estrangeiras, com efeitos desastrosos.

* * *

Os pecadores têm um lugar especial no Cristianismo. Jesus disse textualmente: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. [...] Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mt 9,12-13). Ele, que acolheu a mulher adúltera que estava para ser apedrejada (Jo 8,2-11) e o ladrão que fora crucificado ao seu lado (Lc 23,39-43), não rejeitaria um homossexual penitente. Certamente, Ele o perdoaria dizendo: “Vai, e de agora em diante, não peques mais” (Jo 8,11).

O auxílio que Jesus veio trazer aos pecadores é libertá-los do pecado. Afinal, disse Ele, “quem comete pecado é escravo” (Jo 8,34).

O PLC 122/2006 pretende, não libertar os homossexuais, mas consolidar sua escravidão. Longe de estimular uma verdadeira mudança de conduta (“conversão”), o projeto pretende glorificar o vício contra a natureza. Numa total inversão de valores, ele pretende que sejam punidos como criminosos aqueles que censuram o comportamento antinatural.

Ora, orgulhar-se do pecado cometido e exigir que seja reconhecido o “direito de pecar” é uma das atitudes que se chamam pecados contra o Espírito Santo.[12] É um endurecimento do coração, que fecha o pecador à misericórdia de Deus. É justamente esse pecado que o PLC 122/2006 pretende prestigiar.

O PLC 122/2006 não é uma árvore, em si boa, mas com alguns ramos muito altos, que precisam ser podados. É uma erva daninha, que precisa ser extirpada pela raiz.

O erro do PLC 122/2006 não está nos meios que pretende usar para defender uma boa causa. O erro do projeto está em seu próprio fim: dar direitos ao vício. Por isso, é inútil fazer emendas para tentar aproveitar alguma coisa. É preciso rejeitá-lo totalmente.

Anápolis, 2 de julho de 2008.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"



[1] SUWWAN, Leila. Cartilha escolar compara beijo a chocolate. Folha de São Paulo, São Paulo, Caderno Cotidiano, p. 27, 7 fev. 2007. Disponível em

[2] ESCOLAS públicas terão 400 máquinas de preservativos. UOL Noticias. São Paulo, 26 jun. 2008. Disponível em

[3] Disponível em Acesso em: 9 jun. 2006. A sigla GLTB significa “Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais”.

[4] Cf. CIMIERI, Fabiana. Brasil recua e não reapresentará na ONU proposta antidiscriminação. Folha de S. Paulo. São Paulo, Caderno Cotidiano, p. 12, 30 mar. 2004.

[5] Disponível em

[6] Disponível em

[7] Disponível em

[8] Publicado no Diário Oficial da União em 29 nov. 2007.

[9] Disponível em inglês em

[10] BORGES, Laryssa. Lula: preconceito contra gays é 'doença perversa'. Brasília. Terra Notícias. 5 jun. 2008. Disponível em

[11] CONFERÊNCIA GLBT é a primeira a receber apoio governamental. Agência Brasil. 6 jun. 2008. Disponível em

[12] Cf. Catecismo do Papa Pio X, que enumera seis “pecados contra o Espírito Santo”.

Sábado, 14 de Junho de 2008

COMO O CASAMENTO HOMOSSEXUAL AMEAÇA NOSSA NAÇÃO E A FÉ

COMO O CASAMENTO HOMOSSEXUAL AMEAÇA NOSSA NAÇÃO E A FÉ - A TFP URGE UMA RESISTÊNCIA LEGAL E CONSCIENCIOSA
(Publicado no The New York Times, The Los Angeles Times e The Washington Times - 5 de junho de 2008)

Ponto de vista da TFP

Lutando pela alma da América:

Na perspectiva da Guerra Cultural em curso na Nação, os americanos sentiram, em maio de 2008, toda a força de duas ações favorecedoras do movimento homossexual. O "casamento" entre pessoas do mesmo sexo está sendo agora imposto à Nação através de um fiat do governo.

Em 15 de maio de 2008, a Corte Suprema da Califórnia declarou a inconstitucionalidade da Proposição 22 - ignorando as vozes de 61% dos eleitores californianos, que aprovaram a medida em 2000 - e de todos os outros estatutos da Califórnia restringindo o casamento à união entre um homem e uma mulher, e impôs o "casamento" homossexual no Golden State.


Ao mesmo tempo, o governador de Nova York, David Patterson, ordenou unilateralmente a todas as agências do governo reavaliar suas regras, procedimentos e regulamentos, de modo a darem reconhecimento legal aos "casamentos" entre pessoas do mesmo sexo, realizados fora do Estado.

A. A aceitação do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo é incompatível com o Cristianismo.

1) Visões divergentes da realidade e a ordem natural...

A profunda divergência do secularismo com a visão cristã do mundo ancorada na realidade está na raiz deste conflito.

Quando a compreensão do homem sobre determinada coisa corresponde à realidade, ela é verdadeira (1). Quando não corresponde, temos o erro, que pode ser o resultado de um equívoco intelectual, de um capricho, ou de uma motivação ideológica que deforma nossa percepção. Em tais casos, nós nos afastamos da realidade e nos apegamos a uma compreensão ilusória e utópica
da coisa.

2) ...Conduzem à aceitação de diferentes conceitos de casamento, família e sociedade

Poucos temas ilustram tanto a divergência entre a visão secularista e a cristã como a atual batalha cultural a respeito do casamento.

Os secularistas aceitam o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, mas negam a realidade específica do casamento, enraizada na sua natureza. Eles negam que as próprias diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres encontram a sua complementaridade no casamento, do mesmo modo como negam que a finalidade primária, específica do casamento é a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos.

Este conceito estritamente natural de casamento é sustentado no Novo e no Velho Testamento.

Lemos no Livro do Gênesis: "E Deus criou o homem à sua imagem; Ele o criou à imagem divina; Ele os criou homem e mulher. Deus os abençoou, dizendo: 'Sede fecundos e multiplicai-vos; enchei a terra e submetei-a" (1:27-28). O mesmo foi ensinado por Nosso Salvador Jesus Cristo: "Desde o início da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne" (Marc, 10:6-7).

A recusa da visão cristã do mundo é o aspecto negativo, destrutivo do secularismo. Seu aspecto "positivo" é a utopia de uma sociedade sem freios morais, na qual o casamento e a família foram redefinidos.

3) Sociedades utópicas e perda da liberdade

A História é uma grande mestra. No século XX, o nazismo e o comunismo mostraram ao mundo que, quando a sociedade abandona suas amarras da ordem natural para se entregar às utopias, o efeito inevitável é a ditadura. Esta ditadura pode tomar muitas formas e ser exercida a partir dos escritórios governamentais, das sedes dos partidos políticos, dos tribunais de justiça ou dos meios de comunicação (2).

4) Uma ameaça à Religião e à Liberdade

Não nos iludamos. Nas últimas décadas, os EUA assistiram a uma maré crescente de leis, decretos, regulamentos e decisões judiciais, favorecendo de um lado o homossexualismo, e de outro dificultando e castigando os que se opõem a ele por razões de fé, consciência e outras.

Pouco depois de a Corte Suprema da Califórnia legalizar o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, o Prof. David A. Carlin observou:

"O sistema moral cristão não é parte menos importante do Cristianismo do mesmo modo como o coração ou os pulmões não o são do corpo humano. Derrube-se o sistema moral cristão e se terá derrubado o próprio Cristianismo. Portanto, aqueles que estão impulsionando a instituição do casamento entre pessoas do mesmo sexo estão ipso facto impulsionando a eliminação da religião cristã" (3).

Ao legalizar o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo. Ele convoca funcionários para oficiá-lo na nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.

Na esfera privada, pais objetantes verão em breve seus filhos serem expostos mais do que nunca a esta nova "moralidade", negócios que oferecem serviços em casamentos serão forçados a provê-los a uniões do mesmo sexo, e proprietários de imóveis terão de concordar em alugá-los para "casais" do mesmo sexo.

Em qualquer situação em que o referido "casamento" afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, consentindo através do silêncio ou do ato num ataque à lei divina e à ordem natural.

Se não for contida, essa tendência anticristã tornar-se-á um atentado sem precedentes à Primeira Emenda e ao modo de vida americano que não hesitamos em chamar de perseguição.

5) A legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo cria um terrível problema de consciência.

Enquanto a intolerância da revolução homossexual anticristã avança através de medidas cada vez mais persecutórias, um terrível problema de consciência se levanta para quem resiste: Devemos seguir nossas consciências? Devemos ceder? Para católicos como nós, a aceitação do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo equivaleria a uma renúncia da Fé.

6) A aceitação moral do "casamento" homossexual equivale à negação da Revelação divina

Como observou o Prof. Carlin, o sistema moral cristão é parte essencial do Cristianismo. O dogma católico e a moralidade estão baseados na Revelação divina e devem, portanto, ser aceitos em virtude da autoridade suprema de Deus, fundamento de sua veracidade e bondade (4). O mesmo Deus que revelou verdades nas quais devemos crer também revelou verdades sobre como havemos de viver (5).

Portanto, quando um católico rejeita uma verdade em matéria moral contida claramente na Revelação, ele rejeita a autoridade divina que garante aquela verdade e toda a base sobrenatural da Fé (6). Agora, a Revelação divina (7), o "constante ensinamento do Magistério e o senso moral do povo cristão" (8) condenam claramente os atos homossexuais. Assim, negar a maldade intrínseca do ato homossexual e, ainda mais, reconhecê-lo como merecedor de prática ou aceitação na ordem social, é contradizer expressamente a Revelação divina (e os preceitos da lei
natural).

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Assumindo uma posição com base em princípios, não em pessoas

Escrevendo esta declaração, não temos a intenção de difamar ou menosprezar ninguém. Não somos movidos pelo ódio pessoal contra nenhum indivíduo. Opondo-nos intelectualmente a pessoas ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é a defesa do casamento tradicional, da família e dos preciosos restos da Civilização Cristã.

Como católicos praticantes, somos cheios de compaixão e rezamos por aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado de homossexualismo. Rezamos por aqueles que caem nesse pecado em decorrência da fraqueza humana, a fim de que Deus possa assisti-los com Sua graça.

Somos cônscios da enorme diferença entre aquelas pessoas que lutam contra sua fraqueza e procuram sobrepujá-la, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e procuram impor seu modo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural. Contudo, rezamos também por estes.

Rezamos ainda pelos juízes, legisladores e funcionários do governo que de um modo ou de outro tomam atitudes favorecedoras do homossexualismo e do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.

Rejeitamos e condenamos qualquer violência. Exercemos simplesmente nossa liberdade de filhos de Deus (Rom. 8:21) e nossos direitos constitucionais de liberdade de expressão, bem como a ostentação sincera, não agressiva e desassombrada de nossa fé católica. Opomos argumentos contra argumentos. Aos argumentos a favor do homossexualismo e do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Revelação divina.

Em declaração polêmica como esta, é possível que uma ou outra formulação possa ser interpretada como excessiva ou irônica. Tal não é nossa intenção.

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B. A doutrina moral perene e imutável da Igreja Católica condena a prática homossexual

Para um católico, o que está em foco não poderia ser mais alto, uma vez que nada é mais precioso do que a Fé. Assim, é útil rever o ensinamento perene da Igreja Católica, de modo a não restar nenhuma dúvida sobre a imoralidade intrínseca dos atos homossexuais. Este ensinamento da Igreja é imutável, pois que baseado na imutável Revelação divina e na inalterável natureza humana.

À vista da incessante propaganda do movimento homossexual, dos procedimentos jurídicos e das medidas legislativas favorecedoras da prática do homossexualismo, o Magistério da Igreja vem sendo repetidamente obrigado a lembrar os fiéis sobre a doutrina moral perene, segundo a qual os atos homossexuais são "intrinsecamente maus".

As mais importantes dessas lembranças encontram-se em:

1) Persona Humana - Declaração sobre certas questões relativas a éticas sexuais.

Em 29 de dezembro de 1975, em meio ao generalizado abandono da moral cristã causado pela revolução sexual, a Congregação para a Doutrina da Fé da Santa Sé publicou Persona Humana - Declaração sobre certas questões relativas a éticas sexuais.

Em relação ao homossexualismo, o documento rejeita a conclusão de alguns, no sentido de que um relacionamento homossexual estável, análogo ao casamento, pode ser justificado.

Nenhum método pastoral justificando esses atos pode ser empregado no sentido de que eles seriam consoantes com a condição de tais pessoas. Pois, de acordo com a ordem moral objetiva, as relações homossexuais são atos aos quais falta uma finalidade essencial e indispensável (Sec. 8).

2) Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de pessoas homossexuais.

Em 1º. de outubro de 1986, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de pessoas homossexuais (9). Dirigida a todos os bispos católicos do mundo, a Carta afirma que "uma pessoa engajada em procedimento homossexual age imoralmente" (No. 7).

A Carta também afirma que aquelas pessoas afligidas pela atração pelo mesmo sexo "são chamadas a introduzir a vontade de Deus em suas vidas, reunindo toda sorte de sofrimentos e dificuldades que experimentam em virtude de sua condição, ao sacrifício da Cruz do Senhor" (No. 12).

3) A encíclica Veritatis Splendor do Papa João Paulo II

Em 1993, o Papa João Paulo II publicou sua encíclica Veritatis Splendor, na qual afirma: Ensinando a existência de atos intrinsecamente maus, a Igreja aceita o ensinamento da Sagrada Escritura. O Apóstolo Paulo afirma enfaticamente: "Não vos iludais! Nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os caluniadores irão herdar o Reino do Céu" (1 Cor. 6:9-10). (No. 81).

4) Catecismo da Igreja Católica

Em 1994, a Santa Sé publicou o Catecismo da Igreja Católica (10), o qual reafirmou a doutrina expressa em documentos precedentes. O Catecismo ensina claramente que os atos homossexuais são antinaturais, estando entre os "pecados gravemente contrários à castidade" (No. 2396).

5) Considerações sobre propostas de se dar reconhecimento legal a uniões entre pessoas do mesmo sexo

Em 2003, a Santa Sé lançou ainda outro documento recordando a doutrina católica sobre morais sexuais e condenando a proposta legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo e "uniões civis".

Publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé em 31 de julho de 2003, o documento Considerações sobre propostas de se dar reconhecimento legal a uniões entre pessoas do mesmo sexo foi assinado pelo prefeito da Congregação, Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI (11).

Baseado no princípio de que o casamento pressupõe "a complementaridade dos sexos", Considerações expõe que "o casamento não é apenas qualquer relacionamento entre seres humanos. Ele foi estabelecido pelo Criador com sua natureza própria, propriedades essenciais e finalidade".

Portanto, Considerações conclui:

Não há absolutamente nenhum fundamento para se considerar as uniões homossexuais similares em qualquer forma ou até remotamente análogas ao plano de Deus para o casamento e a família. O casamento é sagrado, enquanto os atos homossexuais vão contra a lei moral natural. Os atos homossexuais "fecham o ato sexual para o dom da vida. Eles não procedem de uma complementaridade sexual afetiva e genuína. Em nenhuma circunstância eles podem ser aprovados" (CCC, no. 2357).

As Sagradas Escrituras condenam os atos homossexuais "como séria depravação"... (cf. Rom. 1:24-27); 1 Cor. 6:10; 1 Tim. 1:10).... Este mesmo julgamento moral encontra-se em diversos autores cristãos dos primeiros séculos, sendo unanimemente aceito pela Tradição católica (No. 4).

Chamamos a especial atenção do leitor para esta citação. A Santa Sé ensina que não há nenhuma analogia entre as uniões homossexuais e o plano de Deus para o casamento. Nossos tribunais legalizam o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo baseados nesta analogia inexistente.

C. "Casamento" entre pessoas do mesmo sexo prejudica o bem comum

Os ativistas homossexuais e seus aliados secularistas repetem freqüentemente o sofisma de que não há dano na legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, porquanto ele não implica em nenhuma mudança ou proscrição do casamento tradicional. Supostamente, ambos podem coexistir de modo pacífico.

Alertando os fiéis para esse sofisma, Considerações mostra diversas conseqüências sociais nefastas, provenientes da legalização das uniões homossexuais.

1) A legalização das uniões homossexuais enfraquece a moralidade privada e pública

O direito positivo atua como um mestre daquilo que é moralmente aceitável. Assim, Considerações afirma:

Nesta área, cumpre primeiramente refletir sobre a diferença entre comportamento homossexual como um fenômeno privado e o mesmo comportamento como uma relação na sociedade, prevista e aprovada por lei, a ponto de se tornar uma das instituições na estrutura legal. Este segundo fenômeno não é somente mais sério, mas assume também uma influência mais extensa e profunda, e resultaria em mudanças em toda a organização da sociedade, contrárias ao bem comum.

As leis civis são princípios estruturais da vida humana em sociedade, para o bem ou para o mal. Elas "cumprem um papel muito importante e por vezes decisivo ao influenciar padrões de pensamento e comportamento". Estilos de vida e os pressupostos a eles subjacentes moldam não só externamente a vida da sociedade como tendem também a modificar a percepção e a avaliação das gerações mais novas sobre formas de comportamento. O reconhecimento legal das uniões homossexuais obscureceria certos valores morais básicos e causaria a desvalorização da instituição do casamento (No. 6).

2) A legalização das uniões homossexuais solapa o casamento e a família

De acordo com Considerações, "leis favoráveis às uniões homossexuais são contrárias à reta razão" e "o Estado não poderia conceder status legal para tais uniões sem faltar com sua obrigação de promover e defender o casamento como uma instituição essencial ao bem comum" (No. 6).

Considerações diz mais adiante:

A conseqüência inevitável do reconhecimento legal das uniões homossexuais seria a redefinição do casamento, que se tornaria, em seu status legal, uma instituição desprovida de referência essencial a fatores ligados à heterossexualidade; por exemplo, a procriação e educação dos filhos.

Se, do ponto de vista legal, casamento entre um homem e uma mulher devesse ser considerado apenas como uma forma possível de casamento, o conceito de casamento sofreria uma transformação radical, com grave detrimento do bem comum. Ao colocar as uniões homossexuais em um plano legal análogo ao do casamento e da família, o Estado atua arbitrariamente e em contradição com suas obrigações (No. 8).

3) A legalização das uniões homossexuais não encontra suporte na razão

Por não preencherem a finalidade primária do casamento, as uniões homossexuais não têm justificação racional.

As uniões homossexuais carecem totalmente dos elementos biológicos e antropológicos do casamento e da família, que constituiriam a base, em nível da razão, para lhes conceder reconhecimento legal. Tais uniões não são capazes de contribuir adequadamente com a procriação e a sobrevivência da raça humana. (No. 7)

Recursos a meios artificiais de concepção não curam este defeito fundamental nas uniões entre pessoas do mesmo sexo. Pelo contrário, os tornam ainda mais antinaturais, uma vez que Considerações nos recorda que tais meios são "uma grande falta de respeito para com a dignidade humana". (No. 7)

4) A legalização das uniões homossexuais avilta o amor conjugal

Finalmente, Considerações afirma que as uniões entre pessoas do mesmo sexo carecem de uma real "dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada de sexualidade". (No. 7)

Perseguição religiosa em curso

Abaixo estão algumas leis e outras medidas visando os americanos que se opõem aos atos homossexuais ou ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo.

. Em 2007, o governador da Califórnia, Schwarznegger, transformou em lei uma medida colocando professores de escolas públicas diante da alternativa de ensinar a ideologia homossexual ou sofrer sanções (16).

. Em 8 de maio, também em 2007, Crystal Dixon, ex-vice presidente associado de Recursos Humanos da Universidade de Toledo, foi despedida após escrever uma carta ao editor expressando sua convicção, como mulher negra, de que não é apropriado comparar o movimento homossexual com o movimento pelos direitos civis (17).

. Em 2008, Jon e Elaine Huguenin foram multados em seis mil dólares pela Comissão de Direitos Humanos do Novo México por se recusarem a fotografar uma "cerimônia de compromisso" homossexual (18).

. Em Massachusetts, os juízes de paz que baseados em problemas de consciência se recusaram a celebrar "casamentos" entre pessoas do mesmo sexo, foram sumariamente demitidos (19).

. A associação católica Charities, de Boston, foi obrigada a abandonar seu serviço de adoção por não querer entregar as crianças a "casais" de homossexuais (20).

D. A TFP apela para uma resistência legal e conscienciosa ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo e ao movimento homossexual

1) Os católicos têm obrigação de se opor ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo

Considerações afirma que os católicos devem dar tudo de si para se oporem à legalização das uniões homossexuais. Somos obrigados a fortiori a resistir ao "casamento" homossexual tomando em linha de conta os seguintes pontos de Considerações:

* "A aprovação ou legalização do mal é algo muito diferente da tolerância do mal".

* "Deve-se refrear todo tipo de cooperação formal na promulgação ou aplicação de tais leis gravemente injustas".

* Deve-se evitar "cooperação material em nível de sua aplicação".

* Pode-se inclusive apelar para o "direito de objeção de consciência".

* Onde as uniões homossexuais tiverem sido legalizadas, "oposição clara e enfática é um dever". (No. 5)

2) Leis que contradizem a reta razão não obrigam em consciência

Considerações explica a base moral para esta resistência, dizendo que "a lei civil não pode contradizer a reta razão sem perder sua força obrigatória sobre a consciência" (Evangelium Vitae, no. 72). Toda lei deve ser "coerente com a lei moral natural reconhecida pela reta razão, e tanto mais quando diz respeito aos direitos inalienáveis de cada pessoa". (12)

A lei moral natural obriga todas as pessoas, em todos os tempos. Nenhum Estado está acima de seus preceitos. As autoridades públicas que promulgam ou fazem cumprir leis relativas ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo prevaricam em sua obrigação de sustentar o bem comum. A elas podem ser dirigidas as palavras de São João Batista ao Rei Herodes: "Não vos é lícito" (Mat. 14:4; Marc 6:18).

3) Políticos católicos têm uma obrigação específica

Na Seção IV, intitulada "Posição dos políticos católicos no tocante à legislação em favor das uniões homossexuais", Considerações enfatiza a obrigação dos representantes católicos eleitos de se oporem a tal legislação:

"Se é verdade que todos os católicos são obrigados a se oporem à legalização das uniões homossexuais, os políticos católicos são obrigados a fazê-lo de modo particular, conservando sua responsabilidade... O legislador católico tem a obrigação moral de expressar clara e publicamente sua oposição e de votar contra ela. Votar a favor de uma lei tão nociva ao bem comum é gravemente imoral." (No. 10)

Alguns católicos eleitos ou nomeados para funções públicas invocam o princípio secular de separação entre Igreja e Estado como uma escusa para ignorar a moralidade católica na sua vida pública. O que eles realmente estão fazendo é separar, em suas pessoas, "o católico" do "funcionário público". Esta separação viola a unidade do ser e as premissas da moral e da lógica.

Todo homem é julgado por Deus de acordo com seus pensamentos, palavras e atos, e, portanto, na unicidade de sua personalidade.

4) Fidelidade à promessa de nosso Batismo

Um católico que aceite como boa a prática do homossexualismo e o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, renuncia aos princípios da lei moral natural confirmada pela Revelação divina e rompe assim com a promessa de fidelidade feita a Nosso Senhor Jesus Cristo no Batismo.

5) Participe da Cruzada espiritual

Devemos participar da Cruzada como o fizeram muitos que "nos precederam com o sinal da fé". Distinta das Cruzadas do passado, a nossa não é física, mas espiritual (13). Tomar parte desta cruzada espiritual significa ser um incansável apóstolo do casamento e da família; nunca perder uma oportunidade para dizer a outros - familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho - que os atos homossexuais e o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo são errados, antinaturais e "intrinsecamente maus".

6) Participe da luta política

Católicos não engajados na vida política necessitam fazê-lo. Quando as liberdades e o próprio Cristianismo estão em jogo, absenteísmo não é uma opção.

Para alguns, este envolvimento político começa com o voto. Entretanto, existem inúmeras outras iniciativas, não ligadas diretamente ao voto, que merecem atenção, tempo e talento.

Estas atividades e iniciativas políticas variam constantemente. Aqueles que se empenham em defender o casamento precisam manter-se informados. Este campo de batalha é sujeito a constantes mudanças.

7) Oponha todos os esforços à legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo

Devemos opor todos os nossos esforços à legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, diante de cada instância do governo: do legislativo, do judiciário e do executivo. Devemos promover petições, escrever cartas aos jornais e estabelecer contacto com políticos e funcionários do governo.

8) Reverter a legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo

Nas jurisdições onde o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado pelos tribunais ou pelo legislativo, ou onde seu reconhecimento foi ordenado em nível do executivo, cumpre envidar todo esforço legal com vistas a reverter esta legalização e este reconhecimento.

9) Permanecer firme em meio à perseguição

Onde o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo já tiver sido legalizado, deve-se fazer uso do direito de objeção de consciência e recusar qualquer cooperação formal ou material na sua aplicação.

Se como resultado alguém sofrer perseguição, deve oferecê-lo a Deus e reagir, tornando essa injustiça conhecida do público. Isto pode ser feito entrando em contacto com a mídia, com advogados, ou com algum movimento pró-família capaz de assisti-lo na defesa de seus direitos. Os direitos assegurados pela Primeira Emenda podem ter sido enfraquecidos nos EUA, mas ainda não foram abolidos.

10) Se lutarmos fielmente até o fim, Deus nos dará a vitória!

Santa Joana d'Arc encorajou suas tropas a lutar corajosamente apesar de todas as dificuldades, dizendo: "Se lutarmos, Deus nos dará a vitória!"

Nesta batalha, também nós devemos lutar como se tudo dependesse de nós, mas confiando inteiramente em Deus que nos dará a vitória. E Ele o fará, de acordo com as palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: "Quando os homens resolvem cooperar com a graça de Deus, são as maravilhas da História que se operam". (14)

E. Estamos nos opondo à "revolução moral" homossexual

Nesta resistência legal, movida pela fé e necessária, devemos ter em mente os verdadeiros objetivos do secularismo e do movimento homossexual.

Enquanto a verdade e o bem se tornam mais atraentes na medida em que aparecem mais completamente em sua natureza, métodos e fins, pelo contrário, o erro e o mal são capazes de seduzir apenas na medida em que escondem seu objetivo final.

Ao impor à sociedade o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, o movimento homossexual e seus aliados secularistas mostram sua verdadeira face, o que diminui sua capacidade de seduzir. Tal imposição torna cada vez mais claro aquilo que o ativista homossexual Paul Varnell escreveu no Chicago Free Press:

"O movimento homossexual, reconheçamo-lo ou não, não é um movimento pelos direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre o homossexualismo". (15)

Conclusão: estamos lutando pela alma da Nação

Fica, portanto, claro que a batalha pelo casamento em nossa Nação é um conflito entre duas visões do mundo. De um lado estão aqueles americanos que ainda defendem a lei moral. Do outro, a revolução homossexual e seus aliados secularistas.

Os objetivos também estão claros. Esta é uma batalha pela alma da América. A assim chamada Guerra Cultural está se tornando gradualmente uma Guerra Religiosa.

Pois não se pode modificar a lex agendi (que rege a moral) sem em conseqüência modificar a lex credendi (que rege a crença), dado o profundo relacionamento entre as duas. Quem aceita a prática homossexual como sendo um bem e até a exalta, não pode adorar o Deus vivo e verdadeiro que destruiu Sodoma e Gomorra por causa daquele pecado. (Gen. 18-19)

À vista do acima descrito, urge resistir à imposição ao nosso país de "morais" opostas à de Cristo.

Nossa resistência deve ser acompanhada de oração sincera, ardente e perseverante, pois o Salvador nos admoestou que "sem Mim nada podeis" (Jo 15:5).

Por fim, dado que a legalização do "casamento" homossexual é um pecado público que pode atrair o castigo de Deus sobre nosso país, devemos fazer sacrifícios e penitências, pois Deus não despreza "um coração contrito e humilhado" (Ps. 50:19).

Faz-se tarde. Nossa Senhora advertiu em Fátima que os pecados pesam consideravelmente na balança da justiça de Deus. Mas Ele não se deixa escarnecer (Gal. 6:7). Assumindo uma ação enérgica e fiel nesta luta, podemos atender à maternal advertência da Santíssima Virgem, reconhecer e corrigir nossas faltas, e certamente ser uma Nação submissa a Deus. A escolha é nossa.

Possa Ela nos ajudar a cumprir o dever na total e estrita fidelidade aos ensinamentos perenes e imutáveis da Santa Madre Igreja sobre a maldade intrínseca dos atos homossexuais.

3 de junho de 2008
The American TFP

Notas:
1. Aristóteles definiu a verdade como "a equação da coisa com o intelecto".
São Tomás de Aquino deu continuidade a este entendimento aristotélico de
verdade. Ver De Veritate, q. 1; Summa Theologica, I, q. 16.

2. Ver Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução (York, Penn.:
The American TFP, 2003), Parte I, Cap. 3. Também à disposição em www.tfp.org

3.
www.insidecatholic.com/Joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=3706&Itemid=48

4. "O fim primário da Revelação é para o homem acreditar nas verdades
reveladas por causa da autoridade de Deus" (Pe. Michaele Nicolau, S.J. e Pe.
Joachim Salaverri, S.J., Sacra Theologia Summa, Vol. 1, Chap. 2, no. 54).
"Dado que o homem é inteiramente dependente de Deus, seu Criador e Senhor, e
dado que a razão criada está completamente sujeita à verdade não criada,
somos obrigados pela fé a prestar total obediência do intelecto e da vontade
a Deus que revela" (Primeiro Concílio Vaticano, Constituição Dogmática sobre
a Fé Católica, Cap. 3, Sobre a Fé. (Denzinger, 1789) Ver São Tomás de
Aquino, Summa Theologica, I, q. 1, a. 1-10 and II-II, q. 11, a. 1-4.

5. "Fé significa as doutrinas especulativas da revelação; moral, as
doutrinas práticas da revelação.... Na medida em que a obrigação de
assentimento está concernida, não há diferença entre elas." J. Harty, s.v.
"Theological Definition, "in The Catholic Encyclopedia (1908), Vol. 4, p.
676.

6. "O homem que nega voluntariamente uma verdade de fé, nega com isso e
rejeita a autoridade de Deus, que é o único motivo da fé divina. Existe
apenas uma e mesma autoridade para todas as verdades de fé, e uma vez
questionada ou negada aquela autoridade, o fundamento da fé é destruído.
Deve ser tudo ou nada, na medida em que as verdades de fé serão recebidas da
autoridade de Deus. Não digo que um homem não possa ter uma fé natural e uma
fé humana e imperfeita em algumas outras verdades após ter rejeitado uma;
mas neste caso não poderá haver qualquer fé divina" Pe. Arthur Devine, C.P.,
The Creed Explained (New York: Benzinger Bros., 1903), p. 24.

7. Ver Ex. 20:1-17; Prov. 6:29; Eccl. 23:25-30; Lev. 18:22, 20:13; Deut.
22:22; Gen. 19:1-29, 13-13; 2 Pet. 2:6; Rom. 1:26-28; Eph. 5:5-6; 1 Cor.
6:9-10; Jude 1:7.

8. Congregação para a Doutrina da Fé, Persona Humana, no. 8,
www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19751229_persona-humana_en.html.
Ver Catecismo da Igreja Católica, no. 2357.

9.
www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19861001_homosexual-persons_en.html

10. www.vatican.va/archive/ccc_css/archive/catechism/ccc_toc.htm

11.www.vatican.va/roman_congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_en.html

12. Ver São Tomás de Aquino, Summa Theologica, I-II, q. 95, a. 2

13. Cf. Eph. 6:14-17.

14. Corrêa de Oliveira, p. 104.

15. Paul Varnell, "Defending Our Morality," Chicago Free Press, Aug. 16,
2000. www.indegayforum.org/authors/varnell/varnell37.html